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Após fracasso de Copenhague, MDL cresce 3,2%

Da equipe do Sociedade Sustentável

22/01/2010

Após o fracasso da reunião do clima em Copenhague, o mecanismo que permite a participação direta dos países pobres e emergentes no grande acordo mundial para reduzir os efeitos do aquecimento global (Protocolo de Quioto) mostra algum avanço. Desde as vésperas do encontro na Dinamarca, em dezembro, até agora, os projetos que buscam evitar ou reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros gases-estufa inscritos ou em alguma fase de aprovação no âmbito da Organização das Nações Unidas passaram de 5.533 para 5.712. A expectativa de uma redução de emissões passou de 6,307 bilhões para 6,580 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e).
 
Das nações que lideram na execução de projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL), o Brasil foi o país que apresentou o aumento mais expressivo, 4,09%, mas continua em terceiro lugar. No relatório de janeiro divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, o País aparece com 437 projetos, ante 420 antes do encontro de Copenhague. A China mantém a liderança em número de projetos e tonelagem evitada de CO2e. Tem 2.154 projetos (eram 2.054) com potencial de evitar 3,08 bilhões de toneladas de CO2e. A Índia vem em segundo com 1.519 projetos (eram 1.465) e expectativa de redução de 1,50 bilhão de toneladas (era 1,38 bilhão).
 
No Brasil, do total esperado de redução de 375,79 milhões de toneladas de CO2e (eram 368,51 milhões antes da reunião), 65% referem-se à emissão de dióxido de carbono e 34% a metano. Empreendimentos que geram energia renovável são predominantes (49,2%), a suinocultura, que emite gás metano por meio de lagoas de dejetos, aparecem em segundo lugar (16,7%) e em terceiro está a troca de combustível fóssil (10,1%).
 
O Protocolo de Quioto traz a possibilidade de utilização de mecanismos de mercado para que os países desenvolvidos possam cumprir os compromissos quantificados de redução e limitação de emissão de gases de efeito estufa. No caso do Brasil, a participação ocorre por meio do MDL, por ser o único mecanismo de Kyoto que admite a participação voluntária de países em desenvolvimento.
 
O MDL permite a certificação de projetos de redução de emissões nos países em desenvolvimento e a posterior venda das reduções certificadas de emissões (RCEs), para serem utilizadas pelos países desenvolvidos como modo suplementar para cumprimento de suas metas. Esse mecanismo deve implicar em reduções de emissões adicionais àquelas que ocorreriam na ausência do projeto, garantindo benefícios reais, mensuráveis e de longo prazo para a mitigação da mudança do clima.

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