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Exija o selo de qualidade da sacola plástica

Francisco de Assis Esmeraldo

22/01/2010

Preocupados com o consumo excessivo de sacolas plásticas, alguns políticos têm cometido o equívoco de tentar banir a utilização destas embalagens por meio de projetos de lei. Certamente, desconhecem a alternativa do consumo responsável e ecologicamente correto das sacolinhas. Nem sabem que as sacolas resistentes agora são identificadas por um selo de qualidade.


Se consumidas de forma responsável, as sacolas plásticas são ecologicamente corretas. Tudo depende de o consumidor aplicar ao uso destas embalagens a prática dos três R’s: reduzir a quantidade delas no transporte de produtos; reutilizá-las sempre que possível e reciclar as que não forem utilizadas para acondicionar lixo, destinando-as à coleta seletiva.

As sacolas plásticas trazem uma série de vantagens para o consumidor. São econômicas, higiênicas, leves, práticas, impermeáveis, reutilizáveis e 100% recicláveis. Por isso, são as mais indicadas para transportar as compras e protegê-las.

Reutilização - Quando os consumidores reutilizam as sacolas para acondicionar lixo, estão protegendo a saúde pública e o meio ambiente. Assim, eles atendem à recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que o transporte dos resíduos domésticos não traga risco de doenças à população.

Estas embalagens também dão sua contribuição ao combate mundial contra o aquecimento global. Por terem uma vida longa, armazenam por décadas o carbono e a energia com qual foram fabricadas. Desta forma, contribuem para não agravar o efeito estufa.

As sacolas que não forem destinadas a acondicionar lixo devem ser reutilizadas e destinadas à reciclagem ao final de sua vida útil. Vale lembrar que praticar a reciclagem permite a redução do consumo de matérias-primas não renováveis.

Programa - Para contribuir com a redução do uso excessivo de sacolinhas, a Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) criaram o Programa de Qualidade e Consumo Responsável das Sacolas Plásticas.

O primeiro passo foi estimular a fabricação de sacolas plásticas resistentes. Assim, os usuários não precisam mais colocar uma sacolinha dentro da outra para transportar compras mais pesadas e podem enchê-las totalmente, reduzindo com isso seu consumo. Isso está sendo alcançado com a adesão dos fabricantes à Norma Técnica da ABNT, a NBR 14937-05, e com o Selo de Qualidade INP-Abief, esse ainda mais rigoroso, pois exige que as sacolas tenha espessura mínima de 27 micras.

O segundo passo foi obter a participação dos supermercados de todo o País no projeto das novas sacolas, mais resistentes, e treinar empacotadores para que eles as usassem em sua plena capacidade. O resultado foi expressivo. O consumo de sacolas encolheu de 17,9 bilhões de unidades, em 2007, para 16,4 bilhões, em 2008. Para 2009, estima-se que a redução tenha sido para 15,0 bilhões.

Ao mesmo tempo, uma campanha foi lançada pela mídia, para conscientizar os consumidores. Sob o mote Recicle Suas Idéias, a campanha vem divulgando a importância do consumo responsável das sacolas e proporcionando dezenas de recomendações para sua utilização. Ela pode ser vista no site www.sacolinhasplasticas.com.br.

Portanto, o consumidor que for às compras, deve agora exigir que a sacola plástica tenha o selo de qualidade, uma garantia de resistência e durabilidade. Com isso, estará contribuindo para a redução do uso excessivo de sacolas. E poderá reutilizá-las e reciclá-las, fazendo a sua parte em relação à preservação do meio ambiente.

Já os políticos, em vez de tentar banir sacolas plásticas, ajudarão mais se incentivarem a coleta seletiva, atitude essa, indispensável para viabilizar a reciclagem destas embalagens.

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