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Relatório aponta negócios de US$ 6,2 tri para empresas sustentáveis

Redação Sociedade Sustentável

08/02/2010

 

Relatório do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), divulgado em Nova Délhi, na Índia, estima em US$ 6,2 trilhões as novas oportunidades de negócios para as empresas que se anteciparem na condução de uma pauta de desenvolvimento sustentável.

O trabalho Vision 2050: A Nova Agenda para as Empresas levou 18 meses para ser preparado e tem o objetivo de permitir a empresários que desenvolvam estratégias para que, em 2050, cerca de 9 bilhões de pessoas possam viver bem, com boa saúde, alimentação, moradia, energia, mobilidade e educação. O documento de 80 páginas estabelece um cenário em que a sociedade global alcança esse padrão sem danos adicionais à biodiversidade, ao clima ou ao ecossistema.  O Conselho Mundial Empresarial é uma organização que reúne 29 empresas internacionais de 14 setores da economia.

País - No Brasil, a coordenação do estudo foi realizada pela Alcoa, PriceWaterhouseCoopers e Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, braço do WBCSD no País. De acordo com o vice-presidente-executivo e diretor de Tecnologia da Alcoa, Mohammad A. Zaidi, co-presidente do projeto, “o Vision 2050 traça os desafios, caminhos e  opções que as empresas podem utilizar para criar uma estratégia repleta de oportunidades, tanto regional como globalmente, que levará a um mundo sustentável”.
 
“O mundo já dispõe do conhecimento, da ciência, de tecnologias, de habilidades e de recursos financeiros  requeridos para  colocar em prática o Vision 2050. Entretanto, será necessária uma ação global conjunta na próxima década para reunir essas capacidades e recursos, colocando o mundo no caminho da sustentabilidade”, diz Zaidi.

Ações - De acordo com o documento, entre as ações que devem ser realizadas para que se possa caminhar no sentido da formação de uma sociedade sustentável estão:
 
Atendimento das necessidades de desenvolvimento de cerca de 9 bilhões de pessoas, permitindo  a capacitação educacional e econômica, especialmente de mulheres, bem como o desenvolvimento radical de soluções, estilos de vida e comportamentos mais ecoeficientes.
 
Incorporação à estrutura do mercado dos custos de externalidades e impactos de produção, começando pelo carbono, serviços do ecossistema e água.

Duplicação da produção agrícola sem aumentar a área de terra ou a água utilizadas.
 
Fim do desmatamento e aumento dos benefícios das florestas plantadas.
 
Cortar pela metade, até 2050, as emissões de carbono em todo o mundo (com base nos níveis de 2005), com a emissão de gases do efeito estufa atingindo o pico por volta de 2020, passando-se a dar preferência a sistemas de energia de baixo carbono e uma grande melhora na eficiência de energia no lado da demanda.
 
Proporcionar acesso universal à mobilidade de baixo carbono.
 
Melhorar, de quatro a dez vezes, o uso de recursos e materiais.
 
Como parte dessa transformação, o Vision 2050 conclama as empresas a trabalhar com governos e sociedades em todo o mundo, para transformar os mercados e a concorrência.
 
O diretor do projeto Vision 2050, Per Sandberg, diz que o grupo de trabalho espera que o relatório seja usado por muitos anos. “Ele foi projetado para servir de plataforma para  empresas na deliberação de suas estratégias e para o diálogo com os governos e a sociedade sobre o modo de concretizar um futuro sustentável.”

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